segunda-feira, 23 de maio de 2011

Depois de ler Erico

Estava há pouco encostado na minha poltrona, terminando de ler "Incidente em Antares", do Erico Verissimo. Uma das últimas cenas descreve uma batalha corpo-a-corpo entre populares e polícia.

Instantaneamente enxerguei a cena: pessoas trocando agressões. E quando eu digo que enxerguei a cena, não é nenhum exagero: vi crânios partindo-se por um chute ou uma porretada. E fiquei pensando: por que o corpo humano é tão vulnerável ao impacto de um chute ou de uma porretada? Não deveria ser feito para suportar mais?

Resposta: não. O crânio não deveria ser mais grosso, nem deveria ser composto de um material mais resistente, capaz de aguentar o impacto de uma agressão. Basicamente porque o corpo humano sequer foi feito para agredir outro corpo humano.

Enxerguei nisso uma comprovação das minhas crenças. Fiquei satisfeito.