Esta noite sonhei que era dono de um pássaro. Bem, na verdade acho que pássara. Ela tinha acabado de ter filhotes - seis.
A pássara era despudoradamente linda. Se assemelhava a um periquito - que por sua vez é uma miniatura de arara -, porém era mais esguia. Sua plumagem era de um amarelo intenso e tão belo quanto ouro. Aliás, suas penas estavam tão limpas que faziam sua cor vibrar de um modo muito mais atraente que o ouro.
Ela ficava numa gaiola esquisita na cozinha da minha casa e, dentro dessa gaiola, havia uma caixinha de madeira, onde ficavam os filhotes. Eu tinha que tirá-los dali e levá-los para passear - dentro da gaiola. Eles precisavam de ar fresco, acho. E só podiam sair dois por vez.
Lá pelas tantas chegou a vez de levar a pássara para passear. Minha mãe achou conveniente abrir a gaiola nesse momento para deixá-la voar um pouco, talvez desestressar da intensa atividade materna de cuidar de seis filhotes recém nascidos. De início fiquei com receio da ideia, mas achei que seria uma boa. Portanto, fechei todas as portas e janelas da cozinha, para que a pássara não voasse pra longe de mim e eu a perdesse.
Acho que o receio de perder a pássara tenha origem no dia em que um periquito branco e preto que eu tinha escapou, não lembro como. Mas divago.
Enfim, fechei tudo. E a pássara amarela voava.
Só que, sabe-se lá como, as portas da cozinha abriam. E eu fechava novamente. Então eu olhava para as janelas e elas estavam abertas. Eu as tinha fechado! Então ia fechá-las novamente. Quando eu me virava, as duas portas da minha cozinha estavam novamente abertas. E eu tornava a fechá-las.
Desconfiei que minha mãe estava abrindo tudo. Por um momento cheguei a reclamar disso.
- Mãe, não abre! Assim a pássara vai fugir!
Minha mãe desdenhava de minha reclamação, mas com intenções de dizer que não haveria problemas se a pássara saísse da cozinha - o que faz sentido. Se saísse, provavelmente a pássara voltaria para cuidar de seus filhotes. Ademais, a desconfiança de que era minha mãe a abrir as portas e janelas cessou logo. Embora ela não estivesse no meu campo de visão quando eu ia fechar as janelas e portas, percebi que minha mãe não variava muito de posição. Além disso, seria necessário uma velocidade grande para abrir a porta e voltar para o seu lugar.
Mas e a pássara? Bom, por nenhum momento ela deixou a cozinha.
Em seguida acordei. E fiquei o dia inteiro refletindo, filosofando, tentando interpretar meu sonho.
A beleza vigorosa e indiscutível da pássara me fez enxergá-la como um sentimento bonito que eu tenho, algo que eu tenho de agradável para oferecer a quem me cerca - o quê, exatamente, não sei. Sei que, aparentemente, tenho medo de mostrar esse sentimento ao mundo - daí o receio de deixar a pássara ultrapassar os limites da cozinha.
Vi o aparente desinteresse de minha mãe como experiência, puramente. Ela sabia que deixar a pássara - sentimento - aparecer para o mundo não seria uma má ideia. Eu definitivamente não perderia com isso, e a pássara não sumiria para sempre.
Só fiquei na dúvida quanto à prole da pássara - que, por sinal, não apareceram mais no sonho depois que a pássara deixou a gaiola. Talvez sejam os frutos do sentimento ou do algo bom que eu tenho a oferecer para o mundo. Mas intriga-me o número - seis. E intriga-me mais ainda o fato de eles só deixarem o ninho de dois em dois.
sábado, 14 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Sobre aposentadoria
Para que eu, jogador, me aposente, é necessário que eu, sonhador, aposente a ideia.
Aposentada a ideia, eu, sonhador, não verei a aposentadoria do jogador: eu.
Aposentada a ideia, eu, sonhador, não verei a aposentadoria do jogador: eu.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Onde esse mundo vai parar?
Perguntinha batida, né? Mas muito recorrente.
Primeiro, um casal enfia na cabeça, sabe-se lá por que cargas d'água, que atirar uma criança pela janela é solução pra alguma coisa. Depois, ouço falar numa tal tecnologia que permite que os pais conheçam bastante cedo o sexo do feto que está se desenvolvendo e que a tal tecnologia é combatida, pois "há a possibilidade de haver um aumento no número de abortos, já que os pais que quiserem uma menina não vão levar adiante uma gravidez de um menino".
Não é exatamente sobre isso que quero tratar nesse texto, mas eu acho completamente absurda e desumana a possibilidade de existir alguém capaz de praticar um aborto somente pela ideia de querer este sexo ao invés daquele. Pressupõe que uma criança vai ser mais amada pelos pais se for de um determinado sexo, e isso é inadmissível na minha cabeça. Lembro-me que, quando minha irmã engravidou, todos torceram para que fosse uma menina. Nasceu um menino. Acaso não gostamos dele? Arrisco dizer que apenas eu, um tio babão ao extremo, lembro que queríamos uma menina e hoje amamos incondicionalmente o Theo.
E agora tem esse caso do médico especialista em reprodução. Roger Abdelmassih, o nome da figura. Ele acaba de ser preso, acusado por mais de 50 estupros.
"Incompreensível" é apelido. Roger é esclarecido, tem estudo, discernimento, inteligência, visão, etc. Ouvi gente dizer que é absurdo que eu pense assim. Ora, esse argumento é utilizado em casos de estudantes. Quando prenderam um estudante de Direito por tráfico, a primeira fala foi "ele é um rapaz com estudo". Quando arrastaram a cadela Preta por aí, só não falaram a mesma coisa porque não era apenas 1 rapaz. Eram três. Todos universitários. Eram todos esclarecidos, então porque cometiam delitos daquela natureza?
Se eles têm estudo e são esclarecidos, o que dizer de um médico que alcança sucesso profissional, é respeitado, admirado e referência no país? Para conseguir tudo o que ele conseguiu é necessário muito estudo, anos de dedicação, pesquisa. Se um cara desses não têm discernimento, inteligência, visão, esclarecimento, quem mais tem?
O que explica esse sujeito jogar toda a carreira pelo ralo com um ato tão sujo? O mais grave é pensar que ele estava lidando com mais de 50 casais que confiaram um sonho à ele e investiram uma grana preta para realizarem este sonho.
Eu me coloco no lugar dos maridos dessas mulheres assediadas. O que eu faria? Costumo expressar sentimentos ruins com alguma frase de efeito, engraçadinha às vezes. Acho que eu bateria em Roger com um gato morto até o bicho mugir em alemão arcaico. Ou então meteria porrada nele até morrer de infecção no braço. Mesmo com essas duas frases, não consegui expressar tudo o que eu sinto.
Psicopatia? Doença? Os dois juntos e uma pitada de alguma outra coisa? Não sei. Sei que "onde esse mundo vai parar?" é uma pergunta que, apesar de batidíssima, é completamente adequada.
Primeiro, um casal enfia na cabeça, sabe-se lá por que cargas d'água, que atirar uma criança pela janela é solução pra alguma coisa. Depois, ouço falar numa tal tecnologia que permite que os pais conheçam bastante cedo o sexo do feto que está se desenvolvendo e que a tal tecnologia é combatida, pois "há a possibilidade de haver um aumento no número de abortos, já que os pais que quiserem uma menina não vão levar adiante uma gravidez de um menino".
Não é exatamente sobre isso que quero tratar nesse texto, mas eu acho completamente absurda e desumana a possibilidade de existir alguém capaz de praticar um aborto somente pela ideia de querer este sexo ao invés daquele. Pressupõe que uma criança vai ser mais amada pelos pais se for de um determinado sexo, e isso é inadmissível na minha cabeça. Lembro-me que, quando minha irmã engravidou, todos torceram para que fosse uma menina. Nasceu um menino. Acaso não gostamos dele? Arrisco dizer que apenas eu, um tio babão ao extremo, lembro que queríamos uma menina e hoje amamos incondicionalmente o Theo.
E agora tem esse caso do médico especialista em reprodução. Roger Abdelmassih, o nome da figura. Ele acaba de ser preso, acusado por mais de 50 estupros.
"Incompreensível" é apelido. Roger é esclarecido, tem estudo, discernimento, inteligência, visão, etc. Ouvi gente dizer que é absurdo que eu pense assim. Ora, esse argumento é utilizado em casos de estudantes. Quando prenderam um estudante de Direito por tráfico, a primeira fala foi "ele é um rapaz com estudo". Quando arrastaram a cadela Preta por aí, só não falaram a mesma coisa porque não era apenas 1 rapaz. Eram três. Todos universitários. Eram todos esclarecidos, então porque cometiam delitos daquela natureza?
Se eles têm estudo e são esclarecidos, o que dizer de um médico que alcança sucesso profissional, é respeitado, admirado e referência no país? Para conseguir tudo o que ele conseguiu é necessário muito estudo, anos de dedicação, pesquisa. Se um cara desses não têm discernimento, inteligência, visão, esclarecimento, quem mais tem?
O que explica esse sujeito jogar toda a carreira pelo ralo com um ato tão sujo? O mais grave é pensar que ele estava lidando com mais de 50 casais que confiaram um sonho à ele e investiram uma grana preta para realizarem este sonho.
Eu me coloco no lugar dos maridos dessas mulheres assediadas. O que eu faria? Costumo expressar sentimentos ruins com alguma frase de efeito, engraçadinha às vezes. Acho que eu bateria em Roger com um gato morto até o bicho mugir em alemão arcaico. Ou então meteria porrada nele até morrer de infecção no braço. Mesmo com essas duas frases, não consegui expressar tudo o que eu sinto.
Psicopatia? Doença? Os dois juntos e uma pitada de alguma outra coisa? Não sei. Sei que "onde esse mundo vai parar?" é uma pergunta que, apesar de batidíssima, é completamente adequada.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Orgulho, dor, esperança e angústia
4 palavras que definem bem isso aqui.
Não embarcar no primeiro trem que aparecer; não embarcar em qualquer trem que aparecer.
Tenho me sentido bastante orgulhoso do que sou e de como ajo. Sem banalização de energias ou sentimentos. Talvez seja errado eu ser o idealista quase incorrigível que eu sou, mas às vezes me bate um orgulho de eu não ser apenas mais um na multidão. Sinto como se eu estivesse me valorizando.
Mas que às vezes é dolorido, isso é.
E às vezes eu penso se esse orgulho todo não é uma fuga, uma recusa, uma distorção do que eu sou e penso de verdade.
(Rosa Tattooada - Por Quanto Tempo Mais)
Não embarcar no primeiro trem que aparecer; não embarcar em qualquer trem que aparecer.
Tenho me sentido bastante orgulhoso do que sou e de como ajo. Sem banalização de energias ou sentimentos. Talvez seja errado eu ser o idealista quase incorrigível que eu sou, mas às vezes me bate um orgulho de eu não ser apenas mais um na multidão. Sinto como se eu estivesse me valorizando.
Mas que às vezes é dolorido, isso é.
E às vezes eu penso se esse orgulho todo não é uma fuga, uma recusa, uma distorção do que eu sou e penso de verdade.
Eu procuro uma vez mais
Uma resposta, uma razão
Eu só quero um lar pro meu coração
Um amor que me enlouqueça
Sem limite, sem tabu
Seguir numa estrada feita de luz
Mas é tudo um sonho
Nada é real
Mas é tudo um sonho
Tão fora do normal
Afinal, por quanto tempo mais
Vou ter que procurar?
Já não resta tanto tempo mais
Já é hora de arriscar
Eu procuro uma vez mais
Um encontro sem partida
Viver num paraíso sem saída
Mas é tudo um sonho
Nada é real
Mas é tudo um sonho
Tão fora do normal
Afinal, por quanto tempo mais
Vou ter que procurar?
Já não resta tanto tempo mais
Já é hora de arriscar
Mas é tudo um sonho
Nada é real
Mas é tudo um sonho
Tão fora do normal
Afinal por quanto tempo mais?
Vou ter que procurar
Já não resta tanto tempo mais
Já é hora de arriscar
Afinal por quanto tempo mais...
Já não resta tanto tempo mais...
Afinal por quanto tempo mais...
Já não resta tanto tempo mais...
(Rosa Tattooada - Por Quanto Tempo Mais)
sábado, 27 de junho de 2009
Título? Sei lá.
Quando eu era piá, adorava ver Mr. Bean. O negócio era - e é - mais repetitivo que Chaves ou Tom & Jerry. É o tipo de programa que o pessoal de um país compra meia dúzia de três ou quatro episódios e repete incessantemente. E eu sempre me matava rindo. E rio até hoje. Não pago imposto pra rir.
Só que hoje eu sinto depressão quando vejo o personagem de Rowan Atkinson na tela. Isso porque eu me dei conta de que ele é extremamente solitário. Basta ver o episódio onde ele sai para uma janta em comemoração ao seu aniversário.
E essa característica de ser solitário parece se acentuar quando ele interage com outras pessoas. Basta ver o episódio onde ele comemora a virada do ano, ou o episódio onde ele leva a "namorada" para jantar. E essas aspas me dão uma depressão ainda maior por ver que elas são totalmente adequadas.
Mais: o melhor amigo do cara é um surrado ursinho de pelúcia. Mais ainda: o cara não trabalha e anda sempre de terno, gravata, tem carro, hospeda-se em hotéis, compra televisões... com que dinheiro? Ele me parece ser sustentado por alguém.
Um berro
Estridente
Estrondoso
Pavoroso
Ninguém ouve
Só ele
Quem berra é seu coração
Só que hoje eu sinto depressão quando vejo o personagem de Rowan Atkinson na tela. Isso porque eu me dei conta de que ele é extremamente solitário. Basta ver o episódio onde ele sai para uma janta em comemoração ao seu aniversário.
E essa característica de ser solitário parece se acentuar quando ele interage com outras pessoas. Basta ver o episódio onde ele comemora a virada do ano, ou o episódio onde ele leva a "namorada" para jantar. E essas aspas me dão uma depressão ainda maior por ver que elas são totalmente adequadas.
Mais: o melhor amigo do cara é um surrado ursinho de pelúcia. Mais ainda: o cara não trabalha e anda sempre de terno, gravata, tem carro, hospeda-se em hotéis, compra televisões... com que dinheiro? Ele me parece ser sustentado por alguém.
Um berro
Estridente
Estrondoso
Pavoroso
Ninguém ouve
Só ele
Quem berra é seu coração
sábado, 2 de maio de 2009
Sonho
Essa noite (noite o escambau, já era manhã, quase tarde) sonhei com meu pai. Raríssimas vezes sonhei com ele - lembro apenas de uma. Acho que é por isso que eu tenho lembranças desse sonho.
Nele, eu buscava conhecer melhor meu pai. E alguém me mostrou um artigo que ele escreveu para um livro. Esse livro continham fotos da família - lembro de ter visto minha avó materna - e eu fiquei positivamente emocionado, porque sentia que o velho era um homem louco de culto. Era como se estivessem me mostrando uma outra face dele. Eu espiava as fotos e enxergava claramente o que estava acontecendo no momento em que aquelas fotos foram tiradas: meu pai e minha família em seminários, discutindo o que quer que fosse o assunto do tal artigo - que eu acabei não lendo, duh.
O mais estranho é que a edição do tal livro era de 1918, e o pai nasceu em 1938... bizarro.
No mais, bora seguir o nível desse blog. Vai aí a letra de uma música que recém fui prestar atenção ao que diz a letra. E o bacana é que eu prestei atenção nela justamente no momento que ela me descreve - fosse há alguns meses atrás, ela não faria o menor sentido.
Com direito a negritar as partes que dizem "Egídio". Puta que pariu, sinto-me escroto pra cacete...
Nele, eu buscava conhecer melhor meu pai. E alguém me mostrou um artigo que ele escreveu para um livro. Esse livro continham fotos da família - lembro de ter visto minha avó materna - e eu fiquei positivamente emocionado, porque sentia que o velho era um homem louco de culto. Era como se estivessem me mostrando uma outra face dele. Eu espiava as fotos e enxergava claramente o que estava acontecendo no momento em que aquelas fotos foram tiradas: meu pai e minha família em seminários, discutindo o que quer que fosse o assunto do tal artigo - que eu acabei não lendo, duh.
O mais estranho é que a edição do tal livro era de 1918, e o pai nasceu em 1938... bizarro.
No mais, bora seguir o nível desse blog. Vai aí a letra de uma música que recém fui prestar atenção ao que diz a letra. E o bacana é que eu prestei atenção nela justamente no momento que ela me descreve - fosse há alguns meses atrás, ela não faria o menor sentido.
Sebastian Bach - By Your Side
So long my dear departed
where did you go
I can't believe you're gone and
the lights go out so slow
I'm missing you each morning
the days gone by
again I feel the longing
to look you in the eye
You know I'll never let you go
You know I'll never hurt so bad
And if it takes a thousand years
I will be right there by your side
You know I'll never let you go
When I lost you I was blind
And everytime I catch me with tears
I will be right there by your side
I feel you when you're watching from afar
To young to leave me standing
I wonder where you are
The precious time we spent
my fondest memories
I'll hold on to the promisse
That you made to me
You know i'll never let you go
You know i'll never hurt so bad
And if it takes a thousand years
I will be right there by your side
You know I'll never hurt so much
When I lost you I was blind
And everytime I catch me with tears
You are right there by my side
I stare into his eyes
and then I see your face
A dying love inside
a love you can't replace
You're looking down with pride
And let me show what I can tell
So long my dear departed
Where did you go
I can't believe you're gone and
My life go on so slow
You know I'll never let you go
You know I'll never hurt so bad
And if it takes a thousand years
I will be right there by your side
You know I'll never let you go
When I lost you I was blind
And everytime I catch me with tears
You are right there by my side
By my side
You are right there
You are right there
By my side
You are right there by my side
You are right there by my side
Com direito a negritar as partes que dizem "Egídio". Puta que pariu, sinto-me escroto pra cacete...
domingo, 22 de março de 2009
Dúvida
Sabe esse negócio de "ame-me quando eu menos merecer, porque é quando eu mais preciso"?
Então. Como funciona?
Então. Como funciona?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Duas coisas
It's late at night and neither one of us is sleeping
I can't imagine living my life after you're gone
Wondering why so many questions have no answers
I keep on searching for the reason why we went wrong
Where is our yesterday?
You and I could use it right now
But if this is goodbye
Just take my heart when you go
I don't have the need for it anymore
I'll always love you, but you're too hard to hold
Just take my heart when you go
Here we are about to take the final step now
I just can't fool myself, I know there's no turning back
Face to face it's been an endless conversation
But when the love is gone you're left with nothing but talk
I'd give my everything
If only I could turn you around
But if this is goodbye
Just take my heart when you go
I don't have the need for it anymore
I'll always love you, but you're too hard to hold
Just take my heart when you go
(Mr. Big - Just Take My Heart)
E, pra sempre:
I can read your mind
Don't you know? It's easy for me after all this time
And I know when you lie
If were talking on the phone or one on one
The truth you never hide
I don't need you to tell me there's something wrong
Because your eyes are unmistakable
I can't seem to get my head around you being gone
So before you go, so before you leave
Remember, remember, remember
That your heart's not unbreakable
Remember, remember, remember
That I still love you
And all the things I thought I'd never see
Have now come to be
You said our love was strong
I said that we belong
But somehow I lost you suddenly
And I don't need you to tell me there's
Something wrong
Because your eyes give you away
And I can't seem to get my head around you being gone
So before you go, so before you leave
Remember, remember, remember
That your heart's not unbreakable
Remember, remember, remember
That I still love you
Remember, remember, remember
That your heart's not unbreakable
Remember, remember, remember
That I still love you
(Richie Kotzen - Remember)
Isto é, se é que essa história de "nada é pra sempre" está errada.
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