terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Gostei:

"Ora, você acha que as mulheres se apaixonam por Jerry Lewis? Pensaram que você era ótimo e pronto."

De Gianni para Yambo, em "A misteriosa chama da Rainha Loana", de Umberto Eco.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aniversário da Duda

Hoje é aniversário da minha amiga Duda. Eu escrevi um rico e comprido testimonial pra ela lá no Orkut, mas eu não enviei por duas razões:

1- O já dito "comprido" é realmente comprido;

2- Temi que, se publicasse, soasse como algo de namorado pra namorada (ou vice-versa), como tantos que vejo Orkut afora. E como eu e a Duda não somos namorados...

O fato é que eu fiquei com pena de simplesmente apagar aquele textinho, porque, além da profunda ojeriza que tenho de perder qualquer coisa que eu escreva, achei que ele ficou muito bacana. O pior é que, falando assim, não dá pra ter a menor ideia do esforço hercúleo que eu tou fazendo pra driblar a fiscalização policialesca e doentia que a modéstia impõe em e dizer que achei este texto realmente bacana. Aliás, essa modéstia já foi papo na sala da psicóloga, mas foda-se, não é o papo desse post.

Sem mais delongas, êi-lo:

Seja lá quem for o gaúcho que inventou essa história de Alegrete ser a capital do mundo, certamente não olhou direito pra Restinga Seca. Pois não é outra portentosa cidade senão Restinga Seca o berço de tão guapa, respeitosa e respeitável guria, a tal de Duda - codinome desta tal de Eduarda Cirolini Buriol.

Duda curte Freud e tem a gargalhada mais debochada do mundo (fonte: Federação Intergaláctica de Gargalhada Debochada). É organizada à sua própria maneira, tem um rico de um abraço e sua companhia é muito mais valiosa que o peso de Júpiter e do Sol juntos em barras de ouro - que valem mais que dinheiro (SANTOS, Silvio. Show do Milhão, São Paulo, Ed. SBT, 1999.). A despeito de tal companhia, aliás, não estou apenas bajulando e jogando palavras ao vento com o único intuito de agradar, haja visto que não sou o único que vê na companhia da Duda a alegria de tantos e tantos dias. Né não, Lara? Cati? Né não, amigos da Duda?

Por tudo aqui exposto, creio ter desbancado classudamente a falaciosa teoria que diz que a capital do mundo é Alegrete. Esta cidade, pretensamente alegre - vide nome -, não concedeu ao planeta uma filha como a Duda. Tal honra, tal graça, devemos à belíssima cidade de Restinga Seca - que não por acaso tem a sigla RS, percebam -, a qual, juro, ainda terei o prazer de conhecer. Seja quem for o autor desta anedota (a qual admito haver certo valor de graça), sequer teve a paciência de aguardar o dia 14 de setembro de 1990 - data que a Duda veio alegrar este planeta. EI, VEJAM, HOJE É ANIVERSÁRIO DA DUDA! PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...

A Duda é uma dessas coisas impossíveis de serem descritas em míseros 1024 caracteres. Não por acaso tive que lançar mão de 2 depoimentos, e fica a leve impressão que eu poderia ter escrito o equivalente a 7 bíblias, ou 8 alcorões, ou meia dúzia de "O Senhor dos Anéis - edição especial com o roteiro do cinema". Tudo sobre a Duda.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bagaça

Mostre o seu coração
Vai dizer que a paixão
Não habita você?

Mostre o seu coração
Quer falar em razão
Pra tentar me esquecer?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Não preciso

Eu não preciso me atirar de uma ponte, sem cordas nem elásticos, de cabeça no chão, para saber que é ruim. Basta-me a imaginação que tenho.

Eu não preciso ser atropelado por um ônibus para saber que é ruim e que terei problemas. Basta-me a imaginação que tenho.

Imaginação.

Imaginação esta que me faz pensar tantas coisas boas.

Tão boas que doem.

E eu não precisei passar por essas coisas boas que imaginei para saber que não tê-las dói. Bastou-me a imaginação que eu tenho.

Imaginar, por vezes, dói.

É o famoso "sofrer por antecipação".

E que antecipação.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pena de morte a gays na Uganda

Hoje o Fantástico apresentou uma reportagem sobre um projeto de lei que torna o homossexualismo um crime passível de pena de morte. Olha a bagaça aí.

Não vou sair dizendo que é ignorância, pobreza de espírito ou cúmulo de intolerância, afinal dizer isso é cair no óbvio. A questão que me veio à mente quando vi a reportagem foi: qual a reação da comunidade internacional diante dessa cagada homérica a céu aberto?

Barack Obama criticou abertamente a proposta, enquanto alguns países europeus estudam sanções ao país africano. Pergunto-me que sanções são passíveis de aplicação em um país cuja taxa de analfabetismo beira os 35%; a mortalidade infantil é de quase 77 crianças a cada mil nascimentos; um país onde a esperança de vida é de 51 anos. Aplicar sanções a um país desses é como chutar cachorro morto, não?

Ao mesmo passo, uma intervenção externa causaria tanta polêmica quanto o próprio projeto. Mas enfim, divago. Tou fugindo da minha ideia inicial.

Quando vi a reportagem, pensei instantaneamente em qual seria o posicionamento do Papa diante do negócio. Note-se que, em discussão, há dois tabus para a Igreja: a pena de morte e o homossexualismo. Uganda utilizaria o primeiro ao segundo (deve-se destacar que não seria o primeiro país do mundo a fazer isso).

O fato é que eu fiquei chateado por concluir o óbvio.

Um hipotético posicionamento da Igreja - que no momento vê-se mais ocupada com seus casos de pedofilia do que com qualquer outra coisa - seria simples: uma mera declaração de Joseph Ratzinger contra a tão condenável pena de morte. Quase consigo ouvir um jornalista narrar a notícia:

"O Papa Bento XVI criticou a aprovação da pena de morte a homossexuais na Uganda. O pontífice afirmou que a condenação à morte é um crime aos olhos de Deus."

Desse modo, a Igreja manifesta-se sobre o fato; mas, concomitantemente, sem dizer coisa alguma; nada de validade. Tal posicionamento não traria nenhum benefício ao movimento homossexual, tampouco prejuízo. Por mais que Uganda revisse sua atitude com relação à lei (e considero esta possibilidade absolutamente utópica), os homossexuais do país continuariam entregues à própria sorte, reféns da ignorância ugandense.

Seria uma declaração leviana, inútil e totalmente descartável. Reflexo claro de uma Igreja que, cada vez mais, revela-se leviana, inútil e, quiçá, até descartável.