Estava há pouco encostado na minha poltrona, terminando de ler "Incidente em Antares", do Erico Verissimo. Uma das últimas cenas descreve uma batalha corpo-a-corpo entre populares e polícia.
Instantaneamente enxerguei a cena: pessoas trocando agressões. E quando eu digo que enxerguei a cena, não é nenhum exagero: vi crânios partindo-se por um chute ou uma porretada. E fiquei pensando: por que o corpo humano é tão vulnerável ao impacto de um chute ou de uma porretada? Não deveria ser feito para suportar mais?
Resposta: não. O crânio não deveria ser mais grosso, nem deveria ser composto de um material mais resistente, capaz de aguentar o impacto de uma agressão. Basicamente porque o corpo humano sequer foi feito para agredir outro corpo humano.
Enxerguei nisso uma comprovação das minhas crenças. Fiquei satisfeito.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
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